O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu
Teu sangue, Pintor reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
A lei assassina a morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação
Balada do Outono
Em D Em
Água e pedras do rio
D Em
Meu sono vazio
D Em
Não vão acordar
Em D Em
Água das fontes calai
D Em
Ó Ribeiras chorai!
B#7 D Em
Que eu não volto a cantar
Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar
Águas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar
Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar
Canção de embalar
DmC Dorme meu menino a estrela d'alva DmC Já a procurei e não a vi GmDm Se ela não vier de madrugada GmADm Outra que eu souber será pra ti
A
Pelas praias do mar nos vamos
E
À procura de quem nos traga
A
Verde oliva de flor no ramo
D A
Navegamos de vaga em vaga
D A
Não soubemos de dor nem mágoa
E
Pelas praias do mar nos vamos
A
À procura da manhã clara
Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Mensageira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
Entrudo
F#m
Ó entrudo Ó entrudo
E F#m
Ó entrudo chocalheiro
E
Que não deixas assentar
F#m
as mocinhas ao solheiro
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Que no monte é qu'eu estou bem
Que no monte é qu'eu estou bem
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu'eu estou bem
Estas casa são caiadas
Estas casa são caiadas
Quem seria a caiadeira
Quem seria a caiadeira
Foi o noivo mais a noiva
Foi o noivo mais a noiva
Com um ramo de laranjeira
Quem seria a caiadeira
Maria Faia
Am E
Eu não sei como te chamas
Am
Oh Maria Faia
G C
Nem que nome te hei-de eu pôr
E Am
Oh Maria Faia Oh Faia Faia Maria
Cravo não que tu és rosa
Oh Maria Faia
Rosa não que tu és flor
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Não te quero chamar cravo
Que te estou a engrandecer
Chamo-te antes espelho
Onde espero de me ver
O meu abalou
Deu-me uma linda despedida
Abarcou-me a mão direita
Adeus oh prenda querida
Que amor não me engana
Dm C Dm
Que amor não me engana
Dm C Dm
Com a sua brandura
Dm C Am C
Se d'antiga chama
G Am Dm
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia
Dm C G Dm
E as vozes embracam
C G Dm
Num silêncio aflito
C Dm
Quanto mais se apartam
C Am Dm
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das águas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junto de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
O nascer do dia
Traz outro amigo também
A D
Amigo maior que o pensamento
C A
Por essa estrada amigo vem
G A A7
Por essa estrada amigo vem
D A
Não percas tempo que o vento
C E A A7
É meu amigo também
D A
Não percas tempo que o vento
C E A A D A
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
Vejam bem
Am Vejam bem G Am que não há só gaivotas em terra G Am quando um homem se põe a pensar quando um homem se põe a pensar
Am Quem lá vem G Am dorme à noite ao relento na areia G Am dorme à noite ao relento no mar dorme à noite ao relento no mar
Am E se houver G Am uma praça de gente ma dura C e uma estátua G E e uma estátua de de febre a arder
Am Anda alguém G Am pela noite de breu à procura G Am e não há quem lhe queira valer e não há quem lhe queira valer
Am Vejam bem G Am daquele homem a fraca figura G Am desbravando os caminhos do pão desbravando os caminhos do pão
Am E se houver G Am uma praça de gente madura C ninguém vai G E ninguém vai levantá-lo do chão
Am Vejam bem G Am que não há só gaivotas em terra G Am quando um homem se põe a pensar quando um homem se põe a pensar
Am Quem lá vem G Am dorme à noite ao relento na areia G Am dorme à noite ao relento no mar dorme à noite ao relento no mar
Venham mais cinco
Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta, já crê que é rei d’aquém e além-mar
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar